Os riscos reais de não fazer o inventário
Adiar o inventário é uma decisão que parece confortável no curto prazo — afinal, é mais um peso em um momento difícil. Mas os efeitos práticos cobram caro com o tempo:
Bens bloqueados. Imóveis ficam juridicamente "presos" no nome do falecido — não podem ser vendidos, alugados regularmente nem regularizados. Veículos não conseguem ser transferidos. Empresas ficam sem regularização societária.
Contas inacessíveis. Saldos bancários, aplicações financeiras e investimentos permanecem indisponíveis para os herdeiros até a conclusão do inventário e a apresentação do formal de partilha aos bancos.
Multa e juros sobre o ITCMD. O atraso no pagamento do imposto gera multa (que varia por estado) e juros mensais. Em alguns casos, a multa por si só pode chegar a 20% do valor original do tributo.
Conflitos familiares que se agravam. Bens compartilhados sem regularização viram fonte de discussão e ressentimento. O que poderia ter sido resolvido em meses passa a envolver gerações.
Custo final muito maior. Reabrir um inventário anos depois — quando documentos se perderam, herdeiros faleceram e a situação patrimonial mudou — é significativamente mais caro e demorado do que tê-lo feito no prazo legal.